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sexta-feira, 14 de março de 2025

Cirurgia Aberta

Hoje estive no médico cirurgião. Dr. Oddone Braghiroli. Hospital São Rafael. Ficamos por 55min com ele. Ele foi atencioso e minucioso. Conversou. Sorriu. Foi empático. Explicou tudo com bastante didática. Não me senti mais uma. A importância da cirurgia exige dele. Quando cheguei, ele já conhecia meu caso, e ainda assim, ele quis me conhecer. E aqui, mais uma vez, não fui mais uma. Me senti segura. Amauri disse que isso é tudo!!! Senti algo diferente. Algo bom. Me vi nas fases do pós operatório à medida que ele ia falando. Me vi bem magra, ao final dos 45 dias de recuperação total. Mas me vi bem. Correndo. 

Deus queira que corra tudo bem.


quinta-feira, 13 de março de 2025

Acaso sou eu um diagnóstico?


Faz muito tempo que não venho aqui. A vida não tá fácil pra ninguém. Ainda mais pros Blogs. rss. As redes sociais tomaram o lugar dos Blogs. Primeiro os Vlogs, o YouTube. Depois o Facebook, o Twitter, o Instagram, o TikTok, o X, o Treads... Estamos na era imagética e conectada. Lá é mais fácil pra isso do que aqui. Aqui ainda tem o texto escrito como prioritário. Lá é a imagem. Poucos leem os textões. Textões de caracteres limitados. Enfim... comecei a me expressar por lá. Mas daí li uma amiga escrevendo porque gosta de escrever. Gostei muito. O que ela escreveu faz muito sentido pra mim. Voltei a escrever e publicar por lá para me expressar ao mundo nesse momento em que me encontro. Para deixar meu rastro. Para registrar meu amor por Ravel e pelos meus. Para registrar meu amor à vida. Mas depois que li minha amiga no Instagram eu lembrei que em 2020 eu fiz um caderno de Escrita de Si que não tem uma linha escrita. E lembrei do meu companheiro Foucault que tanto me orientou a escrever sobre mim... E então, percebi que voltei a escrever para me entender, para elaborar esse momento da minha vida, para me ajudar a expurgar os males, a ansiedade, o medo, a dor.

Acaso sou eu um diagnóstico?  Eu já fui fisioterapeuta em outra fase dessa vida. E como profissional da saúde, sempre fui preocupada em humanização, em tratar os pacientes como pessoas qualificadas por suas histórias, por suas relações sociais, por sua existência humanizada e não pela desqualificação de um CID. No entanto, quando descobri um tumor neuro endócrino de grau I no duodeno, eu paralisei de medo, eu naufraguei na ansiedade, eu travei com um nó na garganta e fui para 54kg. Eu me vi um CID. Foi difícil. 

Análise, psiquiatra, remédio, oncologista, exames, atividade física... fui aos poucos me reerguendo. E me enxergando uma pessoa de novo. Uma mulher, uma mãe, uma companheira, uma amiga, uma professora. E vi que aquela fase do início passou. Aos poucos fui me fortalecendo fisicamente, emocionalmente, espiritualmente. Até que passaram 4 meses e no domingo passado houve uma tentativa de ressecção do tumor sem sucesso. O procedimento não aconteceu. A lesão não se apresentou favorável. Frustração.

Logo a frustração deu lugar às narrativas de que tudo que aconteceu representa o que tinha que acontecer. O que tem que acontecer tem muita força. E se não era para ser desse jeito, então que não seja. Mas a ansiedade deu lugar para a compulsão. Se por um lado o tempo passa e eu não estou vendo as coisas se resolverem, por outro, eu quero resolver tudo que está ao meu pequeno alcance. Marquei todas as consultas possíveis. Todas as atividades possíveis. Preenchi todo o tempo possível... Canalizar a ansiedade. Mas eu preciso parar.

Algumas amigas me escreveram coisas maravilhosas: parar. ouvir. Ouvir o meu corpo. Ouvir Deus. Ouvir o silêncio. E isso me fez entender que de novo, e de uma maneira diferente, eu estava me vendo um CID.

"[Ana Davenga] sabia dos riscos que corria ao lado dele. Mas achava também que qualquer vida era um risco e o risco maior era o de não tentar viver". Conceição Evaristo em Olhos D´Água.

Não. Eu não sou um diagnóstico. E minha vida é maior que um CID. E tentar aprender a viver, a brincar, como estou tentando fazer agora, não é porque tenho um diagnóstico. É porque a vida é rara, é preciosa. É porque mesmo que viva 105 anos, como minha vó Anísia, ainda assim, só viverei 13 de março de 2025 uma vez.

Escrevo para me entender. Mas também para ser lida. Para ser lida por quem não conheço. Por quem não me conhece. Por quem busque no Google as palavras-chaves do texto. Pra ser lida por mim mesma no futuro distante.

domingo, 14 de maio de 2017

Sobre Orquídeas, Filho e o Tempo



Ano passado eu e meu companheiro ficamos grávidos. Foi uma grande surpresa!! 
Um tempo depois, pensei num filme daqueles de "Sessão da Tarde" que assisti faz tempo. 28 dias. É um filme com Sandra Bulloc onde ela precisou ficar internada por 28 dias numa clínica de recuperação para viciados e lá ela ouviu uma lição que devia aprender a cuidar bem de si e de outras pessoas. Mas para isso, ela primeiro devia cuidar bem de uma planta, caso a planta não morresse, que ela começasse a criar um animal, e por fim, ela estaria pronta para cuidar de um filho e de si mesma.
Quando fiquei grávida, não sei porquê, pensei nesse filme. E pensei que as plantas de que havia cuidado em 2015 morreram e o único animal que tive na vida, um peixe, foi "assassinado" por um gato de rua que entrou em minha casa e capturou meu peixe dentro do aquário...
Sem pensar na história do filme (talvez apenas inconscientemente), ano passado comprei uma orquídea para alegrar o apartamento onde morava com meu companheiro. 
Um mês com a orquídea até que suas flores murcharam e caíram. De lá pra cá, só folhagem...
Cuidamos da orquídea nesse tempo, mas confesso que muitas vezes a orquídea cuidou de si mesma... Fizemos uma mudança de cidade e alguns períodos viajando, longe de casa. Mas também fui ao horto e comprei um vaso específico para orquídeas e aditivos orgânicos e adubos próprios para a planta. Aah sim! Também tivemos ajuda especializada da sogra para fazer esse manejo. É bem verdade que a orquídea precisou ser resistente às intempéries de seus donos. Afinal, um ano é bastante tempo... e nesse período muitas águas rolaram, e muita falta d´água também.
Mas um ano se passou e numa manhã despretensiosa, a orquídea floresceu.
Com a gestação foi diferente. Prioridade em tudo. Mil cuidados. Todos os exames e pré-natal em dias. Fiz de tudo para que o parto fosse natural, mas infelizmente não deu. Uma intervenção cesariana de urgência. No fim, tudo correu bem e 40 semanas e um dia depois... em janeiro desse ano, Ravel chegou.
Com um filho nos braços de quase 4 meses e minha orquídea florescendo (ah sim... demorei uns 3 dias para conseguir terminar esse texto e nesse período meu mandacaru também floresceu!!) me veio a ideia de que filho e orquídea tem tudo a ver. Os dois precisam de tempo. Tempo para maturar. Tempo para crescer. Tempo para responder aos seus cuidados. Tempo para florescer. E na maior parte do tempo, convivemos com as folhagens, com a rotina, com a simplicidade, com o trivial, com o trabalho do manejo, dos cuidados... às vezes até com a escassez d´água... afinal, não somos de ferro. É mentira dizer que mãe aguenta tudo. Mãe também é gente e precisa de cuidados, de afeto, de tempo!
Há que resistir!! Às intempéries. À imaturidade do filho. Ao não retorno de tanta doação. Há de se ter ternura. Para persistir. Para perseverar. Para poder ver florir. Para poder ver nascer o amor. Sim! Amor de mãe é construído! Não é inato! Tenho convicção! Assim como a flor da orquídea não é inata. Se não cuidar, ela morre e não vinga. Não floresce. A flor requer tempo. O amor pelo filho também.
E o fato de minha orquídea ter florescido já é um bom sinal!! 😉

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Livre Pensar em Saramandaia [3]

Uma característica incrível do João Gibão, é que as asas veem acompanhadas do dom da visão. Na trama, ele vê o passado, mas também o que pode acontecer na vida das pessoas e da cidade, caso as coisas não mudem, caso elas não façam nada para mudar uma dada situação. A incompreensão acerca das visões e das denúncias é recorrente. A maioria das pessoas não enxergam suas próprias amarras, que dirá as amarras do sistema na macroestrutura. 
Assim, é que começo a refletir que o caminho da liberdade, do livre pensar, da individuação, do empoderamento diante da sociedade castradora e homogeneizante é também o caminho da visão, do olhar para além do momento, para além do óbvio, por detrás das palavras, das coisas, das estruturas. É o caminho profético que denuncia e alerta as mazelas e as desigualdades, as injustiças e subjugações. 
Essas visões refletem o olhar de quem vê à frente de seu tempo, à frente das aparências. E para isso, só mesmo quem voou para muito longe, e de cima, observou tudo o que se passa lá embaixo. Essas metáforas me lembram vários nomes... desde Jesus que foi levado pelo diabo à um lugar muito alto, até Zaratustra... Mas, independente desses, vejo que a liberdade faz a gente enxergar mais longe. E que esse olhar para além do instantâneo, do momento presente, seja também um olhar para o horizonte, para o não-lugar, para o lugar da graça e das possibilidades, para uma utopia viva e urgente.
Liberdade e livre pensar também implica em responsabilidade com o outro e com a comunidade através de uma voz profética e libertadora para todo tipo de desigualdade, moralismo e fundamentalismo.

domingo, 22 de setembro de 2013

O Livre Pensar em Saramandaia [2]


A dor de João Gibão durante toda sua vida, em ter que esconder que era uma pessoa com asas, é um sofrimento causado única e exclusivamente por contratos sociais de normalidade/anormalidade diante do que foi postulado como certo - regra, norma, lei, parâmetro -, por uns homens em detrimento de outros. E como se não bastasse a sociedade pressionar e tentar interromper o livre pensar, as pessoas que se arvoram nessa incrível experiência também se veem amarradas em ousar voos cada vez mais altos e duradouros. Quem já nasce com esse sentimento e essa perturbação dentro de si, muitas vezes se vê forçado a atar suas asas e a esconder de si mesmo sua força e virtude, o que é motivo de muita dor, tristeza e sofrimento.
E vencer a si mesmo, aos nossos medos, preconceitos, amarras... se transforma na primeira grande barreira a se transpor até alçar os voos do Ser. Mas não é fácil tentar se locomover com uma sociedade inteira (modelo de família, escola, religião, comportamento, sexualidade, trabalho, relações sociais) educando e instruindo o caminho que todos devem seguir. Os corpos são educados e castrados de tal maneira, para que se conformem a um único estado de convívio social. Imaginem as várias amarras que temos e que nem as percebemos!
Mas o espírito livre, irrequieto, clama por um quê a mais de existência, e, pouco a pouco, segue no caminho da individuação para uma vida em comunidade. A trilha, muitas vezes, é vivida sozinha, o que não significa que não haverá pessoas no caminho. Serão cruzamentos indispensáveis, mas que logo, também seguirão seus particulares caminhos. E o cruzamento com essas pessoas transformará sempre o nosso caminho, se deixarmos ser impactados por elas.
Liberdade implica se diferenciar da homogênea pasta humana fabricada pela global indústria cultural. Implica vencer antes de tudo, a nós mesmos. Implica primeiramente a nos aceitarmos e seguirmos um caminho que é exclusivamente nosso, a fim de estarmos em comunidade deixando um pouco daquilo que é exclusivamente nosso, mas também, sendo marcados por cada um e cada uma de maneira significante e subjetiva.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Livre Pensar em Saramandaia

Deverasmente fiquei muito admirosa do quanto uma mini-série, inspirada num texto do Dias Gomes, se conectou com algumas ideias entorno da liberdade, da criatividade, da emancipação e do empoderamento.
A personagem do João Gibão é um jovem idealista que aparentemente se mostra corcunda e que, por conta de seu "defeito físico" e de suas ideias, sempre incomodou muita gente na pequena e incomum cidade de Bole-Bole, ou melhor, Saramandaia. Ele incomoda as pessoas conservadoras da cidade, as que votam e apoiam os mesmos políticos desde sempre, reafirmando o poderio dos coronéis; incomoda as pessoas religiosas, aquelas fundamentalistas, moralistas, sectárias, que insistem em ver o mundo binariamente, entre certo/errado, céu/inferno, normal/anormal, deus/demônio; e também incomoda a todos que reproduzem os padrões da moral, do sistema do capital e dos papéis sociais que colaboram para todo tipo de construções de opressão. João Gibão também é responsabilizado por todas as "desgraças" que vai acontecendo na cidade e na vida dessas pessoas que se sentem incomodadas por ele ao longo da trama, a ponto dele ser responsável pelo mudancismo do nome da cidade, pelas descobertas das verdades históricas que envolvem as famílias tradicionais da cidade, pela morte das pessoas, pela separação dos casais.
O curioso é que na verdade, João Gibão não é corcunda, ele possui asas! E essas asas causam emoção incomparável aos poucos espíritos livres que os contemplam. Mas para todo o resto da cidade, isso seria uma aberração da natureza, o João Gibão seria considerado o filho do diabo. E é interessante essas metáforas todas... porque a Liberdade, representada pelas asas, é considerada pela sociedade com muita estranheza, com um sentimento de nojo, de diabólico, de abjeto. É visto como anormal e suscita reações fundamentalistas e violentas... A liberdade é aquilo que traz uma reflexão acerca da política, da economia, da religião, dos códigos sociais... e concomitantemente, leva a uma postura crítica e criativa diante da vida que reflete num processo de individuação, de empoderamento, de emancipação, de subjetivação.
Que presente poder elaborar todas essas questões Joãogibentas dentro de mim!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Sabotador


Pensei em fazer,
fiz o contrário.
Construí ideias,
derrubei-as todas.
Sonhei projetos,
não fiz nenhum.
Pensei que poderia,
mas me disse que não.

Gols contra
Um bicho adversário
Meu maior inimigo
Esse inimigo-meu
Meu eu.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Começar de novo... e de novo... e outra vez... e sempre!




Redescobrindo a sonhar
Redescobrindo a criar
Redescobrindo a acreditar
Redescobrindo como construir
Redescobrindo como investir
Redescobrindo como fluir
Redescobrindo a trilhar o caminho do eu...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mulher Balzaquiana



E aprender a viver
é viver a travessia.
Não é somente chegar...
não é o antes ou o depois,
é exatamente o agora.
É o caminho.

Attraversiamo!
01.07.1981

sábado, 11 de junho de 2011

Um ano de namoro!!


Nasceu pra me curar,
resistiu às intempéries, e
me pegou de jeito...

Me apaixonei!!!
Hoje, ele vive pra mim e eu dou vida a ele!!
Um namoro de um aninho!!!

Parabéns Prosa e Verso entre Amigos!!!
Obrigada a tod@s vcs padrin@s desse amor!!!

sábado, 4 de junho de 2011

[Des]Construir

A continuidade da [des]continuidade...
toda a história de vida - passado
o chão por onde se constrói - o presente
as respostas dos porquês,
o documento do que se foi...

[Des]construir...
edificando o presente,
mudando, vivendo, sentindo, 
parando, sofrendo, erguendo...
Futuro.

E a vida é isso...
passado, presente e futuro!
Na mesma linha do tempo.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

[Des]Esperança

Milagres acontecem??
Tenho a forte sensação que vou morrer esperando...
Os dias são maus, e eu tenho mania de ser complicada...
"Viver é muito perigoso"!
Grande Rosa!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Feliz Ano Novo!!

Minha amiga Aníssima me disse que o ano só começa meeeesssmo depois do carnaval. E se no mundo não é assim, no Brasil é bem provável, e na Bahia, muito mais!! Por coincidência, não havia feito ainda nenhum texto de Ano Novo no blog... Talvez meu ano ainda não tivesse começado mesmo... Então:

FELIZ ANO NOVO!!!!

Sem aquelas promessas e pedidos descompromissados do dia primeiro de janeiro, desejo um ano de felicidade!! E por isso, na minha lista de 2011, quero liberalidade, sustentabilidade, alegria, amor, fé, esperança, responsabilidade, celebração, companheirismo, amizade, trabalho, missão, criatividade, sorte!!


Quero contar com o acaso, já que a vida é cheia de encontros e desencontros casuais...


"Não podemos retornar com o creme dental pra dentro do tubo"... (Entropia). Então, quero liberalidade!!! Não quero reter/deter nada nem ninguém... Quero relacionamentos viáveis, sustentáveis, produtivos, reprodutivos e que se produzem!!


Quero um projeto de vida onde eu tenha o direito de ser feliz!!! E que eu seja feliz!!


Quero perdoar e me perdoar... mesmo que o outro não me perdoe... eu me dou uma nova chance!!! Quero amar e me amar... mesmo que o outro não me ame!!! Amar dispensa recompensa... Como diz o mestre Eliab... "amar a todos, gostar de alguns..."


Quero um leque de possibilidades em minha frente!! Porque a vida nos permite isso!!! Não quero nenhuma porta fechada... E que minha fé não me coloque viseiras, mas me permita escolher viver com liberdade e responsabilidade tudo o que posso e que me é de direito viver!!!!


E ao mesmo tempo que quero tudo isso pra mim, desejo também pra você!!! 


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fazer pra não valer, não vale!

Estava conversando com um amigo quando do meio da conversa eis que surge aquelas frases que mais parecem haicais... sempre dizem mais do que elas mesmas, apesar de dizermos para significar uma coisa só, bem simples...
Ele disse: "Fazer pra não valer, não vale"... Fiquei pensando e imaginando quanta coisa não cabe nessa mesma frase...

"Viver se não for pra valer, também não vale!"

Minha amiga, irmã, alma gêmea, Flavinha.
Crescemos e aprendemos conceitos e costumes definidos e bem postos, mas muitas vezes (e não são poucas... MUITAS vezes mesmo, na maioria das vezes), toda essa bagagem que carregamos de como viver e se dar bem diante da comunidade que fazemos parte não tem a malinha que ensina como ser feliz, ou como não deixar a vida passar sem ter vivido de maneira intensa, inteira... sem ter vivido bem!

Cumprimos regras, mais do que vivemos!
Seguimos normas, mais do que somos felizes!
Obedecemos dogmas, mais do que respeitamos e amamos o próximo!
Julgamos mais do que perdoamos!
Negamos mais do que afirmamos a vida!
Nos prendemos mais do que proclamamos liberdade!
Ficamos atracados no cais, mais do que corremos riscos de navegar e conhecer o mundo!

Como dizia o poeta...

"Quem já passou por essa vida e não viveu 
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer 
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão"


Meu amigo que está certo... "fazer pra não valer, não vale..." e viver sem ser feliz, também não...