sábado, 18 de maio de 2013

Resposta à Investida da Bancada Cristã contra Casamento Gay



Todas as nossas leis são passíveis de mudanças justamente porque a sociedade muda e se rearruma de tal forma que as leis escritas há décadas não estão aptas para dar conta da atualidade. Assim é que é preciso criar leis para reger a conduta na internet, visto que casos de crime na internet não podem ser julgados e condenados por falta de lei sobre isso. A internet não existia quando o Código Penal foi escrito.

Outro exemplo é em relação à mulher. No Código de Processo Civil de 1916, a mulher tinha que provar sua virgindade antes do casamento, para não ser rejeitada e devolvida para a família. Ela também tinha que provar sua "honestidade" (que significava virgindade) para ter direito a receber herança paterna, caso o pai morresse e ela ainda fosse solteira. A mulher também era vista como uma propriedade do homem quando casava, textos que vinham descritos nesse Código Civil.

Vejamos um exemplo claro do que era o Código Civil de 1916, artigo 242, que restringia a prática de determinados atos da mulher sem a autorização do marido:
Art. 242 - A mulher não pode, sem o consentimento do marido:
I. Praticar atos que este não poderia sem o consentimento da mulher
II. Alienar, ou gravar de ônus real, os imóveis do seu domínio particular, qualquer que seja o regime dos bens.
III. Alienar os seus direitos reais sobre imóveis de outrem.
IV. Aceitar ou repudiar herança ou legado.
V. Aceitar tutela, curatela ou outro múnus públicos.
VI. Litigar em juízo civil ou comercial, a não ser nos casos indicados nos arts. 248 e 251.
VII. Exercer profissão.
VIII. Contrair obrigações, que possam importar em alheação de bens do casal.
IX. Aceitar mandato.

Exemplos claros de não poder vender seus próprios bens (II) ou mesmo exercer uma profissão (VII) dentre outros estavam no nosso Código Civil.
No entanto, a sociedade mudou. As mulheres lutaram por seus direitos e o CÓDIGO CIVIL MUDOU. 

Hoje são outro grupo que quer mudanças nesse código. Enquanto muitos heterossexuais se divorciam ou deliberadamente escolhem não se casar, casais homossexuais estão lutando pelo direito de poder casar, viver uma relação que se pretende à monogamia, e querem ter direito de dividir o plano de saúde, ter direito de herança, afinal casais que viveram uma vida inteira juntos, construiu todos os bens na partilha dessa vida e nada mais justo que o cônjuge vivo ter direito à herança... Enfim... é pra isso que se quer mudar novamente o Código Civil.

Engraçado... os evangélicos tanto lutaram pela separação da Igreja e Estado, que tanto lutaram pela laicidade do Estado, hoje querem intervir com sua fé nos quesitos do ESTADO LAICO. Mas isso, os evangélicos fizeram quando eram minoria e não tinham poder nos espaços políticos. Então, por medo de represálias, lutavam por liberdade de expressão e separação do Estado e Igreja. Hoje, que são em número expressivo, que têm poder de lutar por sua religião, seus conceitos, suas crenças... querem banir o direito de quem HOJE é minoria!!!

Não concordar com as práticas é uma coisa, tentar vetar DIREITOS de CIDADÃO é outra bastante diferente! Não concordar que um casal homossexual é uma família, qqer religião pode, mas intervir que isso não seja reconhecido pelo ESTADO LAICO é outra bastante diferente!!! 

Pensemos bem sobre isso... Ou então, por exemplo... mulheres, voltem ao Código Civil de 1916...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Rubem Alves - o Livro que Transformou minha Vida (I)

Há uma campanha sobre a importância do livro, que nos questiona qual seria aquele que tenha nos impactado de tal maneira a ponto de ter transformado nossa vida. É a campanha intitulada "Igreja do Livro Transformador". 
Pensando nisso, fiquei inquieta em descobrir que livro teria sido esse em minha vida. E descobri alguns... mas mais que isso, descobri o autor do qual comi suas palavras e as digeri na vivência das minhas experiências.
Assistindo um Documentário sobre Rubem Alves da TV Câmara, lágrimas escorreram em minha face com a visível imagem de finitude diante do gigante que ele é em minha vida. Mais do que nunca, tenho a certeza de que, antropofagicamente, ler os seus livros, causou em mim uma metamorfose. É claro que junto com ele, outros autores e amigos contribuíram e contribuem para isso. Mas como estamos  falando da importância da leitura em nossas vidas, hoje o mérito é dele - Rubem Alves!
Nesse vídeo de aproximadamente 44 min, Rubem Alves resume as histórias e as etapas de sua vida, qual a sua visão atual de como se passou tudo o que lhe aconteceu e um resumo de suas ideias, aquelas que mudaram o meu modo de ver a mim mesma e o mundo. Acredito que cabe aqui uma parada para ouvir o poeta-profeta-educador do espanto!


Bom... Quanto aos livros... vamos por partes... Vou falar especialmente de três... Por ordem de leitura... mas isso ficará para as próximas postagens...
Mas e você? Já pensou qual livro fez de você uma Metamorfose Ambulante? Ou mesmo tendo lido muitos livros você foi fiel o bastante aos seus "conceitos", "princípios" e "dogmas" que não se deixou ser transformado??
Até o próximo post...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Sabotador


Pensei em fazer,
fiz o contrário.
Construí ideias,
derrubei-as todas.
Sonhei projetos,
não fiz nenhum.
Pensei que poderia,
mas me disse que não.

Gols contra
Um bicho adversário
Meu maior inimigo
Esse inimigo-meu
Meu eu.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Começar de novo... e de novo... e outra vez... e sempre!




Redescobrindo a sonhar
Redescobrindo a criar
Redescobrindo a acreditar
Redescobrindo como construir
Redescobrindo como investir
Redescobrindo como fluir
Redescobrindo a trilhar o caminho do eu...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Convivência com o Semiárido faz toda a diferença!


Apesar de na mídia não se ouvir mais falar na "seca do nordeste", atualmente o povo sertanejo do Território Bacia do Jacuípe e do Sisal está vivendo momentos piores do que quando a seca estava no seu momento midiático.

Não tem chovido forte a ponto de fazer aguadas, e a seca tem castigado ainda mais as mulheres dos grupos de produção com as quais trabalho diariamente e o povo sertanejo como um todo. Cada carro de água de 10 mil litros (de uma água que não é “água doce”, ou seja, água para beber, que é uma água para os animais), custa entre R$ 100,00 e R$ 130,00, a depender do local de entrega. Há mulheres que moram bem distante do centro da comunidade rural, e nestes casos, o valor é sempre o mais caro. Na cisterna ainda tem água, mas todas reservam apenas para o consumo próprio e preparo dos alimentos, cuidando da segurança alimentar da família. Por isso compram água para tomar banho, lavar roupa, dar para os animais beberem, e outros usos domésticos.

Nesse período de seca, toda a família precisa colher o mandacaru e/ou a palma (únicas espécies que ainda resistem), moê-los para fazer ração, dar para os animais comerem, buscar água e deixar acessível para eles beberem. É um trabalho árduo que é feito pela manhã (das 5:00h às 10:30) e à tarde (depois das 15h). Sempre que elas não fazem esse serviço, os animais sofrem de fome e de sede naquele dia. Mesmo sendo feito por duas pessoas da família ou mais, o trabalho diário, realizado pela manhã e à tarde é bastante pesado, e torna difícil o agricultor e a agricultora se ausentar da propriedade nesse período.

O pior é que as conseqüências dessa seca são desastrosas e piores do que se imagina. Não basta uma chuva forte, que dê para juntar água para os próximos meses. Mesmo chovendo o pasto não renasce como era. Nasce muito mato, mas pasto, capim para os animais, que alimenta e nutre, não nasce mais, porque pelo período que ficou sem chover, a semente já morreu sem condições de florescer novamente. Além disso, os animais sofrem muito, e as agricultoras e agricultores se vêem obrigados a vender as matrizes, os reprodutores, ficando apenas com os animais menores e mais baratos. Depois, para conseguirem mais matrizes terão que pagar muito mais caro do que o valor que conseguiram vender os seus.

Preocupar-se com isso é estar atento à necessidade primeira das mulheres agricultoras rurais, que, para sobreviverem no semiárido nesse período de seca castigante precisa trabalhar muito, árdua e constantemente. Se não for assim, a solução para essa seca só seria uma: a mesma que ouvi de um agricultor, esposo de uma das mulheres de um Empreendimento Econômico Solidário - EES de Riachão do Jacuípe, que disse ter fechado a casa, vendido os animais e migrado com a esposa e a filha mais velha (única na época), ainda pequena, para São Paulo na seca de 1992. Passou 3 anos por lá, trabalhando de ajudante de pedreiro e depois como cobrador, sendo assaltado constantemente, e a esposa trabalhando de costureira. Ele disse que naquela época, não tinham cisterna, nem sabiam como armazenar água da chuva na propriedade com outras tecnologias sociais, não tinham experiência com a agroecologia, nem tinham assistência técnica rural que lhes ajudava a lidar com o semiárido, especialmente para sobrevivência nos períodos de seca.

Vemos com tudo isso a importância do trabalho da assistência técnica rural e do trabalho pedagógico de convivência com o Semiárido, pois num momento desses, toda as intervenções de aprendizado com o lidar com o clima, o  solo, as dificuldades e potencialidades da nossa região é que hoje, num período de seca que se compara ao de 30 anos atrás, não temos tantos migrantes como antes. A ralidade da tela de Portinari não é mais a nossa. Vemos mulheres e homens lutando, trabalhando duro e permanecendo em suas propriedades, levando em consideração seu sentimento de pertença à terra que nasceram e cresceram, pertença à sua identidade cultural e pertença às relações sociais construídas e desenvolvidas há anos nesse local.






domingo, 29 de janeiro de 2012

O Direito ao Delírio




O que acham se delirarmos um pouquinho?
O que acham se fixamos nossos olhos mais além da infâmia, para imaginarmos outro mundo possível.


Tente adivinhar como será o mundo depois do ano 2000. Temos apenas uma única certeza: se estivermos vivos, teremos virado gente do século passado. Pior ainda, gente do milênio passado.

Sonhar não faz parte dos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram no final de 1948. Mas, se não fosse por causa do direito de sonhar e pela água que dele jorra, a maior parte dos direitos morreria de sede. Deliremos, pois, por um instante. O mundo, que hoje está de pernas para o ar, vai ter de novo os pés no chão.

Nas ruas e avenidas, carros vão ser atropelados por cachorros.

O ar será puro, sem o veneno dos canos de descarga, e vai existir apenas a contaminação que emana dos medos humanos e das humanas paixões.

O povo não será guiado pelos carros, nem programado pelo computador, nem comprado pelo supermercado, nem visto pela TV. A TV vai deixar de ser o mais importante membro da família, para ser tratada como um ferro de passar ou uma máquina de lavar roupas.

Vamos trabalhar para viver, em vez de viver para trabalhar.

Em nenhum país do mundo os jovens vão ser presos por contestar o serviço militar. Serão encarcerados apenas os quiserem se alistar.

Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem de qualidade de vida a quantidade de coisas.

Os cozinheiros não vão mais acreditar que as lagostas gostam de ser servidas vivas.

Os historiadores não vão mais acreditar que os países gostem de ser invadidos.

Os políticos não vão mais acreditar que os pobres gostem de encher a barriga de promessas.

O mundo não vai estar mais em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza. E a indústria militar não vai ter outra saída senão declarar falência, para sempre.

Ninguém vai morrer de fome, porque não haverá ninguém morrendo de indigestão.

Os meninos de rua não vão ser tratados como se fossem lixo, porque não vão existir meninos de rua. Os meninos ricos não vão ser tratados como se fossem dinheiro, porque não vão existir meninos ricos.

A educação não vai ser um privilégio de quem pode pagar por ela.

A polícia não vai ser a maldição de quem não pode comprá-la.

Justiça e liberdade, gêmeas siamesas condenadas a viver separadas, vão estar de novo unidas, bem juntinhas, ombro a ombro.

Uma mulher - negra - vai ser presidente do Brasil, e outra - negra - vai ser presidente dos Estados Unidos. Uma mulher indígena vai governar a Guatemala e outra, o Peru.

Na Argentina, as loucas da Praça de Maio vão virar exemplo de sanidade mental, porque se negaram a esquecer, em tempos de amnésia obrigatória.

A Santa Madre Igreja vai corrigir alguns erros das Tábuas de Moisés. O sexto mandamento vai ordenar: "Festejarás o corpo". E o nono, que desconfia do desejo, vai declará-lo sacro. 

A Igreja vai ditar ainda um décimo-primeiro mandamento, do qual o Senhor se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte". Todos os penitentes vão virar celebrantes, e não vai haver noite que não seja vivida como se fosse a última, nem dia que não seja vivido como se fosse o primeiro.

[Palavras inspirativas de Eduardo Galeano!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Presente de Natal da Presidente Dilma



O presente da presidente Dilma ao povo do semiárido nesse Natal já está decidido: uma cisterna de plástico.

A presidente é uma excelente gerente, pessoa íntegra e acima de qualquer suspeita. Quando criou o “Água para Todos” nos encheu de alegria. Afinal, agora iríamos acelerar a construção das cisternas para beber e produzir. Mas, a presidente preferiu doar centenas de milhares de cisternas de plástico para os nordestinos. Descartou o trabalho histórico da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e vai trabalhar exclusivamente com os estados e municípios.

Claro que essa decisão está acima de qualquer interesse eleitoreiro, ou dos coronéis do sertão, ou dos 10% das empresas fabricantes do reservatório. Dilma é uma mulher honrada.

Claro que os empresários enviarão junto com as cisternas pedagogos, exímios conhecedores do semiárido, que farão a educação contextualizada realizada a duras penas por milhares de educadores da ASA. Esses pedagogos evidentemente conhecem o semiárido, o regime das chuvas, a pluviosidade de cada região, como se deve cuidar dos telhados, das calhas. Irão pelo sertão, pelas serras, pelos brejos, gastarão dias de suas vidas em meio às populações para realizar com um cuidado sacerdotal as tarefas que a questão exige.

Claro que os políticos farão, antes de entregar as cisternas, uma crítica ao coronelismo nordestino, ao uso da água como moeda eleitoral, afinal, já superamos os períodos mais aberrantes da política nordestina.

Quando a cisterna quebrar os pedreiros capacitados saberão reparar os estragos, sem depender da empresa e as cisternas de plástico não virarão um amontoado de lixo no sertão.

As empresas também enviarão agrônomos para dialogar com as comunidades como se faz uma horta com a água de cisterna para produção, uma mandala, uma barragem subterrânea, uma irrigação simples por gotejamento. Claro, o interesse das empresas e dos políticos é continuar o trabalho pedagógico da ASA tão premiado no Brasil e outros lugares do mundo.

Não temos, portanto, nada a protestar. A presidente e a ministra Campello são exímias conhecedoras do Nordeste, mesmo tendo nascido no sul e sudeste. Conhecem cada palmo de da região, dessa cultura, cada um de seus costumes. Claro que não nos enviarão mais sapatos furados, roupas rasgadas em tempos de seca, como acontecia antigamente. Até porque o trabalho da ASA eliminou as grandes migrações, a sede, a fome, as frentes de emergência e os saques. Mesmo não sendo nordestinas, nem jamais tendo vivido aqui, conhecem a região melhor que o povo que aqui nasceu ou aqui habita. Portanto, gratos por tanta generosidade.

Vamos conversar com os milhões de beneficiados envolvidos na convivência com o semiárido. Eles vão entender as razões da presidente e da ministra e vão retribuir com a generosidade que lhes é peculiar.

O povo do semiárido jamais esquecerá que, no Natal de 2011, ganhou como presente da presidente Dilma Roussef uma cisterna de plástico.


Roberto Malvezzi (Gogó)*
15/12/2011

___________________________
*Integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Duplo sentido [Clarice Lispector]


Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Filosofar é aprender a morrer



A filosofia e a religião teem em comum a convicção de que a angústia impede de viver bem. E como o medo do irreversível mais implacável que convivemos é a morte, tanto uma como a outra trataram, a seu modo, de "resolver" este problema que aflige o ser humano.

A religião criou um mundo visível (aos olhos da fé), sonhado, e querido por muitos, que dá a certeza da salvação,  ou seja, a vida eterna. Ou na continuidade do espírito em outras vidas, ou em uma outra vida, "novo céu e nova terra"[1], ao lado do Sagrado, a salvação, geralmente se dá mediante a fé, por obra e graça da divindade.

Já a filosofia, encara essa salvação, não como uma obra de Outro, de um Ser "transcendente", mas por obra pura e simples de nós mesmos. A filosofia desafia o ser humano a encontrar suas saídas por si próprios, pela via da razão. "Filosofar é aprender a morrer"[2].

Se pensássemos que o bem-estar não é o único ideal sobre a terra, mas que a liberdade também é um bem a ser perseguido, podemos pensar que a religião faz da morte uma ilusão, e corre o risco de fazê-lo ao preço da liberdade de pensamento.

Saber lidar com a presença da morte é também viver bem. Saber que ela chegará e ficar tranquilo com isso, sem a necessidade de ter que ir (ou voltar) pra algum lugar onde a vida continue é também aprender a viver. A morte faz parte da vida. Não precisamos negá-la! Assim diz F. Pessoa: "O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela”[3]

No ponto de vista dos filósofos, já que o dos religiosos é, com certeza diferente... Filosofar, mais que acreditar, é, no fundo, preferir a lucidez ao conforto, a liberdade à fé. Trata-se, em certo sentido (é verdade!) de "salvar a pele", mas não a qualquer preço![4]



[1] BÍBLIA SAGRADA. Apocalipse.
[2] MONTAIGNE. Ensaios. Livro I. Cap. XX.
[3] PESSOA. Fernando. Livro do Desassossego.
[4] FERRY, Luc. Aprender a viver: Filosofia para os novos tempos. (Texto Adaptado)

sábado, 5 de novembro de 2011

FDS


Fim de semana frio
a preguiça fazendo pirraça
o frio pirraçando o dia
a semana chegando ao fim.

Eu curtindo preguiça,
fazendo pirraça,
fria pipoca
do filme sem graça.

Fim de semana
frio,
findando em mim.