sábado, 25 de setembro de 2010

Persona

O vôo do pássaro...
Longe dos outros,
perto do eu.
Longe da culpa,
perto do discernir.
Longe da moral,
perto da existência.
Longe do rebanho,
perto da individuação.

Mas onde se chega assim?
Vou descobrir o que me faz sentir...
Eu, caçador de mim!

4 comentários:

  1. Ai ai... Também estou nesta da descoberta, me caçando todos os dias, deixei de buscar uma identidade, já que todos os dias eu nasço de novo...E seguiremos, mas que, busquemos mais existência de afto...VIVER e não só estar na terra...Nós caçando-nos!
    Adoro essa música, adorei o poema!
    Beijoos!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Longe da culpa, livre pra viver.
    Perto dos outros, afirmação do eu.
    Longe da moral, humano demasiado humano.
    Perto do rebanho, derrubar as cercas, chamar as ovelhas à libertação.
    Assim não se chega a lugar algum, apenas se tira as vendas que não deixavam ver as correntes e o lugar cinzento e sem vida em que estávamos.
    Não é que agora vejamos tudo, avistamos apenas uma brecha de luz entrando por uma greta de porta, mas cada vez que nos aproximamos mais sentimos mais próximo o contato com a beleza que pode estar além da porta.

    Gostei tanto que tentei te copiar! rsrsrs
    Xêro Netinha...

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  4. Anísia, engraçado... você me lembra Xangô: atirado às chamas por seu pai, e reconhecido enquanto filho por não se haver queimado. Mas as chamas eram a própria origem e natureza de Xangô. Não podia se queimar. Ele mesmo era o próprio fogo.

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